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TROFÉU - Uma marca portuguesa

MODELISMO - É sempre com enorme prazer que aqui escrevo sobre o que de bom se faz neste país, nem sempre é fácil já que Portugal tem uma fragilidade industrial enorme, produzimos pouco e raramente bem, mas felizmente há excepções e  é sobre uma dessas "agulhas no palheiro" que hoje trago aqui ao blogue, a marca de miniaturas TROFÉU e actualmente única fábrica nacional no ramo dos die-cast 1/43 de qualidade.



 Numa área em que as dificuldades empresariais devem ser enormes, começando pelos avultados "royaltes", passando    pela concorrência desleal dos chineses, a Troféu consegue ter uma gama muito bem conseguida, em que destaco as miniaturas de carros pilotados por portugueses ou que alinharam em provas portuguesas ( quanto a mim só falta uns Alfa-Romeos, eheh) assim como as das provas de asfalto francesas, sem dúvida uma escolha muito criteriosa em busca dos ditos nichos de mercado mas que tem dado os seus frutos já que uma facturação de meio milhão de euros o prova bem. Parabéns e cá esperamos pelos novos modelos.





Reportagem muito interessante passada na RTP 

          Fábrica de carros em miniatura fatura meio milhão de euros por ano - País - Notícias - RTP

A EMPRESA


A Replicar – Indústria e Comércio de Brinquedos, Lda tem a sua sede na cidade de Espinho - Portugal sendo actualmente a única produtora de miniaturas no contexto nacional, detentora da marca TROFÉU.

Data de 1987 o seu nascimento e é o resultado da concretização da paixão que os seus fundadores nutrem pelo mundo automóvel e pelo coleccionismo.

Inicialmente baseada numa estrutura familiar, a empresa tem vindo a crescer de uma forma sustentada contribuindo para tal uma forte aposta na qualidade do seu produto. Actualmente integra nos seus quadros cerca de 30 funcionários.

A aposta num produto diferenciado pela sua qualidade e fiabilidade o que contribuiu para que ao longo dos seus 20 anos de existência fosse incorporando nas suas instalações, as várias fases do processo produtivo ganhando maior controlo sobre o produto final. Assim, em 2001 fez um investimento na criação do sector dos moldes e em 2007 adquiriu infraestruturas para montar um sector de pintura.

Também ao nível comercial, a Replicar tem vindo a adaptar-se às exigências do mercado.

Inicialmente, privilegiando uma relação mais restritiva optou por uma política “um país, um distribuidor”, conseguindo que a marca TROFÉU fosse representada nos 5 continentes, não obstante ser a Europa a absorver a maior quota de mercado.

A Europa absorve cerca de 75% da nossa produção, seguindo-se a Ásia com uma quota de 12%. Na Europa, destacam-se a Inglaterra, França, Alemanha e Holanda como principais consumidores do produto e na Ásia é o Japão o maior consumidor. A restante quota de mercado (13%) reparte-se equitativamente pela África do Sul, Austrália e USA.

Mas não obstante ter já uma rede de distribuição implementada, em Agosto de 2009 e em parceria com a ModelKit, decidiu complementar a sua política comercial com uma maior abertura ao consumidor final e investiu na abertura duma loja, a TROFEU-SHOP, nas suas instalações em Espinho, onde coloca à disposição do público não só os seus modelos da marca TROFÉU, mas também uma oferta diversificada quer ao nível do coleccionismo quer ao nível do modelismo.

O catálogo

A LOJA
Texto " A EMPRESA " e fotografias retiradas do catálogo e do site da Troféu
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Transporte Ferrari – VW Kombi & Peugeot 404 break – 1/43

MINHAS MINIATURAS – Comprei estas duas miniaturas à muitos anos e só porque achei piada a Ferrari utilizar carrinhas de outras nacionalidades para apoio às sua equipa, algo impensável noutros países, mas tive sempre a dúvida se não era mais uma invenção dos respectivos fabricantes para rentabilizar o molde, quando esta semana encontrei no forum AUTOSPORT.com a fotografia confirmativa do VW Kombi. (se alguém souber de alguma fotografia do Peugeot 404 agradecia).

Depois de muita meditação sobre esta traição à Industria Italiana, só me veio à ideia que devido ás conhecidas fragilidades da mecânica italiana e para chegar atempadamente às corridas, uma velha raposa com o Comendador se tenha socorrido da tecnologia alemã e francesa como precaução. EHEH.

Imagem 011 VW Kombi – Vitesse 1/43

Transporte Ferrari 1Transporte Ferrari 2Transporte Ferrari 3

garage francorchamps Peugeot 404 break – Elegor 1/43

Transporte Ferrari 4Transporte Ferrari 5Transporte Ferrari 6

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Lancia Delta Rally 1/43

MINHAS MINIATURAS – Tenho aqui falado pouco sobre a escala 1/43, montei muitos nos anos 70/80 mas já os vendi ou dei quase todos tendo ficado com os Lancia, a minha equipa preferida em rally e por hoje mostro alguns dos Lancia Delta nas sua várias versões.

 

Deltarally Nas caixas são as versões “Limited edition”

 

Deltarally1 KIt 1/43 da Crono

 

Deltarally2 Kit 1/43 da Provence Moulage

 

 

Die-Cast da Vitesse

Deltarally3 Deltarally4 Deltarally5 Die-cast 1/43 Vitesse “Limited Edition”

Deltarally6Deltarally7 DEltarally8 Deltarally9Fotografias tiradas por mim em Cascais

Delta1

Delta

Delta2

Allen

Delta3

Delta4

E para terminar um belo vídeo

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Lancia D24 – Brumm 1/43 (1ª Parte)

MINHAS MINIATURAS – Este é um daqueles carros que tem tudo para dar uma bela miniatura, um desenho magnifico de Pininfarina, venceu as principais corridas na sua época e foi pilotado por pilotos míticos como Fangio, Taruffi, Bonetto, etc, mas como acontece frequentemente com a Brumm nada saiu correcto, as dimensões estão erradas, faltam as entradas de ar no guarda-lamas direito, (como se pode ver nas fotos do verdadeiro) o interior é ridículo, mas paciência, a vida nem sempre é perfeita e este é um carro que tem de fazer parte em qualquer colecção de um “Lancista”.

Lancia B24~4 Lancia D24 – Volta Sicília – 1º  Piero Taruffi
 Lancia B24~1
 Lancia B24~2


Lancia-D24_Spider_Sport_1953_800x600_wallpaper_02

Lancia D 24 – IV Carrera Panamérica – 1º J. M. Fangio
  Lancia B24~3
Lancia B24~5
 d24bO CARRO : O D24 é uma nítida evolução do D23, carro que já tinha demonstrando  um enorme potencial e que se manteve operacional durante a época de 1953. Do ponto de vista estético Pininfarina refinou o o carro tornando-o bastante mais agradável e mais compacto. A distancia entre eixos passou de 260 para 240cm.
Em relação à motorização manteve o 6 cilindros em V mas com 3.284cc em vez de 3.000cc do D23, a potencia passou para uns 240/245 ás 6.200 r.p.m. , calculando os engenheiros que ás 6500 poderia debitar 265cv. A transmissão foi alterada, passando a caixa de velocidades ( ZF autoblocante) a ser acoplada à ponte traseira, permitindo uma melhor repartição de pesos e aumentando muito a tracção, segundo os pilotos. Em relação ao peso o ganho em relação ao D23 foi de 60Kg, pelo que há partida para a sua primeira corrida, os 1000Km de Nurburgring o D24 acusava na balança 1050Kg. E eis o resumo de um grande carro de competição.

Principal Palmarés do Lancia D 24
20 de Abril  1953 – Mille Miglia – 3º -  Felice Bonetto
10 de Maio  1953 – Palermo-Montepellegrino – 1º U. Maglioli
14 de Maio  1953 – Targa Florio – 1º U. Maglioli
29 de Junho 1953 – GP de Monza – 2º F. Bonetto
12 de Julho  1953 – Coppa d`oro Dolomiti – 2º P. Taruffi
26 de Julho  1953 – GP de Lisboa  – 1º F. Bonetto
4   de Setem.1953 – Pontedecimo-Giovi – 1º E. Castellotti
20 de Setem.1953 – Catania-Etna - 1º E. Castellotti
27 de Setem.1953 – Bologna-Raticosa – 1º F. Bonetto
19-23 Nov  1953 – Carrera Panamerica - 1º J. M. Fangio, 2º P. Taruffi, 3º E. Castellotti
7   de Março 1954 – 12H de Sebring – 2º Valenzano / Rubirosa
4   de Abril   1954 – Volta Sicilia – 1º P. Taruffi
2   de Maio   1954 – Mille Miglia – 1º A. Ascari
30 de Maio   1954 – 38ª Targa Florio – 1º P. Taruffi
27 de Junho 1954 - GP do Porto   - 1º Gigi Villoresi
4   de Junho  1954 – Bolzano-Mendola – 1º E. Castellotti
25 de Junho  1954 – Bolzano-Mendola – 1º E. Castellotti
25 de Junho  1954 - Aosta-Gran S. Bernardo – 1º E. Castellotti
11 de Setem. 1954 – Tourist Trophy – 2º J. M. Fangio/P. Taruffi
19 de Setem. 1954 – Bologna- Raticosa - 1º J. M. Fangio/P. Taruffi
19 de Setem. 1954 – Catania-Etna – 1º P. Taruffi

Fontes:
Classic Sport Cars de Cyril Posthumus
Editions special L`Automobile de Chistian Moity
Auto modelisme Nº11
e arquivo pessoal

Lancia D23
Lancia-D23-Sport-Pinin-Farina-Spyder_1 Lancia D25
Lancia-D25-Sport-Pinin-Farina-Spyder_1 O D25 nunca chegou a competir devido ao empenhamento da Lancia nos Grande Prémios com o D50


2ª Parte – IV Carrera Panamérica 1953
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Henry Pescarolo - Matra MS670 1972

AUTOMOBILISMO – O passado dia 17 de Setembro foi um dia marcante para o Museu Matra de Romorantin em Loir et Cher. O Matra 670 de 1972, a primeira das três vitórias nas míticas 24h de Le Mans, foi finalmente exposto, depois de uma completa restauração no atelier da sociedade EPAF ( Entretien du Patrimoine Automobile Français ) : foi reconstruído na versão de 1973 mas o “chassis” é o de 1972. Ver AQUI AS FOTOS.

 

73lm11n Pescarolo-Larrousse Matra MS670B 60272_10150292796755201_10150150501045201_15186944_1719263_n Na altura da apresentação do Matra H. Pescarolo deu uma entrevista a Guillaume Robert AQUI  em que fala do fim da sua equipa e dos projectos para 2011, H. Pescarolo ataca o gestor Jean Py de gestão catastrófica e que só não conseguiu arruinar “ a equipa e a sua motivação” e lamentando-se que tantos anos de trabalho serão arruinados num simples leilão, palavras para que, triste mesmo, mas um Homem que ganhou 5 vezes Le Mans e um passado invejável como piloto e director da equipa terá a força de vontade e a tenacidade para que a Pescarolo Sport retorne há competição já em 2011, estes são os meus votos e tenho a certeza que serão o de muitos admiradores do automobilismo, pois um magnifico campeonato como o LeMans Series não deve perder a Pescarolo Sport.

 

MATRA 670B 1974 - Altaya 1/43

Matra Matra2

A  Matra é uma das poucas equipas francesas que eu gosto, a outra é a Alpine, e comprei a miniatura da Altaya, o 670B está bastante bem reproduzido, mas deixa-me sempre f…. esta tendência actual para reescrever a história, se o carro correu com a publicidade ao Gitanes porque retirar, chegando mesmo ao disparate de retocarem as fotos do fascículo que acompanha a miniatura, pura hipocrisia.

 

P.S. Ainda hei-de ver um patego de um politico iluminado mandar retirar a espada na estátua do D. Afonso Henriques (primeiro Rei de Portugal) porque é proibido ostentar armas na via pública e ele ao que consta não tinha licença de porte de arma.

 

D. Afonso Henriques

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Lancia D50 – Primeiro motor “load-bearing”

CURIOSIDADES – Primeiro carro de GP em que o motor fazia parte estruturante do chassis e a suspensão era acoplada ao próprio motor, foi o Lancia D50 de 1954, este foi um conceito que só nos anos 60 se veio a vulgarizar com a introdução do Lotus 49/Cosworth que utilizava o mesmo principio.

 

D50-64 O Lancia D50, merece que eu fale um pouco da sua curiosa e atribulada história. O D50 foi o carro mais revolucionário da sua época e nasceu da mente de Vittorio Jano em 1953, no projecto inicial estava planeado a utilização de travões de disco e caixa sequencial ( já…), mas devido à falta de financiamento estes foram abandonados, tendo sómente sido incorporado no projecto o motor auto-portante com a suspensão frontal acoplada, o que permitia um chassis muito mais rígido. E para a não menos importante  distribuição de pesos, a caixa de velocidades foi deslocada para a traseira com od1 engenhoso veio de transmissão a passar ao lado do piloto para baixar a sua posição e consequente baixa do centro de gravidade, os grandes depósitos laterais, que contribuíram em muito para o equilíbrio do carro conforme o decorrer da corrida e respectivo consumo. Todos estes desenvolvimentos permitiram que o carro fosse muito equilibrado e manejável permitindo a A. Ascari que desde logo demonstrasse todo o seu potencial, tendo no seu primeiro GP conseguido a pole e volta mais rápida da corrida, mas desistindo ao fim da 10ª volta, no Mónaco pole  e durante a corrida o tão falado, fotografado e pintado mergulho para as águas da marina, para quatro dias mais tarde o bi-campeão A. Ascari sofrer um acidente mortal em testes privados no Circuito de Monza. A familia Lancia já a braços com uma terrível crise financeira e profundamenteD50-86 deprimida com o falecimento do seu piloto, decide vender a Lancia ao grupo Fiat que por sua vez entrega os D50 à Escuderia Ferrari, Ferrari continua a desenvolver o carro e com a sua postura muito conservadora abandona alguns dos desenvolvimentos revolucionários de Jano e apelidando-o primeiro de SPA-Ferrari D50 Lancia e depois simplesmente Ferrari D50 leva-o a vencer o Campeonato do Mundo 1956 com o grande J. M. Fangio.

 

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As fotografias em cima foram retiradas do site de um dos maiores mdelistas da actualidade e pode ver mais em Patrice de Conto que eu recomendo .

MINHA MINIATURA – Brumm 1/43, uma excelente miniatura da Brumm o que não é muito comum.

 

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As fotos em baixo foram retiradas da net.

 

1955 Monaco (Alberto Ascari, Lancia D50) 2[5]

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